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Alcançando o mundo em família

Alcançando o mundo em família

Durante suas viagens, Paulo plantou igrejas, fez discípulos e abençoou diversas famílias. Uma dessas famílias ficou registrada nas Escrituras como uma família de Fazedores de Tendas. Eles viveram o Evangelho de tal forma que até hoje são um modelo perfeitamente reproduzível de família cristã.

Atos 18.2-3 traz a história do encontro de Paulo com essa família: “[Paulo] encontrou certo judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles. E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas”.

Nesses versículos, o autor conta que eles eram judeus exilados provavelmente por terem se convertido ao cristianismo, já que há indícios históricos de que a expulsão ocorrida naqueles dias teve como principal causa os judeus cristianizados que estavam causando tumulto em Roma.

Uma característica relevante dessa família era a sua hospitalidade. Eles não apenas passaram a trabalhar com Paulo, mas o receberam na própria casa. Essa estratégia permite que laços profundos sejam criados. Ao morar e trabalhar com eles, tanto Paulo quanto seus anfitriões tiveram tempo para conversar, compartilhar e mutuamente crescer no conhecimento da Palavra. Esse foi o período no qual Áquila e Priscila adquiriram um conhecimento ainda mais sólido e profundo a respeito do Evangelho.

Em Atos 18.24-26, o casal não morava em Corinto, mas em Éfeso. Lá eles conheceram Apolo, um engajado pregador da Palavra. Curiosamente Apolo não conhecia Cristo. Ele tinha ouvido a mensagem de João Batista e saiu a pregá-la. Porém, nesse meio tempo, Jesus se revelou e viveu todo o seu ministério sem que Apolo o soubesse. O casal de missionários, tendo percebido isso, novamente foi hospitaleiro e levou-o consigo para expor-lhe mais precisamente o Evangelho.

Ao escrever aos romanos, Paulo se referiu a essa família e mostrou com clareza o modelo de atuação deles. Nas saudações finais da carta, Paulo faz referência ao casal e à igreja que se reunia em sua casa. É interessante ver que, mesmo após ser expulso de Roma, o casal de missionários volta para lá e estabelece uma igreja em sua casa. Juntos começaram um novo grupo em que os cidadãos podiam ter acesso à mensagem da Cruz.

Esse modelo que leva em conta a hospitalidade, a pregação do Evangelho e a iniciativa de começar uma igreja na própria casa atualmente é a forma de atuação de inúmeras famílias de missionários. Esse é um modelo de família cristã em que Cristo é exposto de forma natural e intencional e deve ser seguido por cada crente, por cada família cristã que tem o desejo de alcançar o mundo com o Evangelho.


Texto publicado originalmente na Revista Povos e Linguas ed. 7.
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 Gustavo Borges
Membro da equipe de coordenação do departamento Profissionais e Empresas em Missão (PEM) da Associação Missionária Transcultural Brasileira (AMTB). Bacharel em Ciências da Computação com pós-graduação em Matemática e Estatística. É Gerente de Novos Negócios em uma multinacional de Seguros e editor do site fazendotendas.org. Participou do Tentmaking Business as Mission Course na Global Opportunities, EUA.
Revista povos e Línguas

Povos e Línguas nº 8

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