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Dezoito barris e duas caixas grandes

 

Barrels sri lanka bullocks

Imagem meramente ilustrativa de carros de boi sendo carregados em 1910 no Sri Lanka

O momento mais constrangedor em minha carreira missionária ocorreu perto do início, 33 anos atrás, quando nossa bagagem chegou a Colombo, Sri Lanka. Sua chegada foi atrasada por quatro meses devido a uma greve dos estivadores que paralisou o porto. Quando a tão esperada bagagem finalmente chegou à porta, ela nos causou emoções mistas.

Minha esposa, eu e nossa filhinha havíamos chegado ao campo no início de maio. Mudamo-nos para uma casa que a igreja nacional havia alugado para nós e adquirimos todo o necessário em Colombo. Nossos móveis foram feitos por carpinteiros locais. Os únicos itens importados que compramos foram ventiladores, um pequeno fogão, uma geladeira e um filtro de água. Fora isso, tínhamos apenas os conteúdos de nossas quatro malas.

Nós estávamos indo bem, quando soubemos que nossa bagagem havia finalmente sido descarregada do navio. Tão logo liberada pela alfândega, ele foi carregada em cinco carros de boi para ser entregue em nossa casa. Eu me lembro bem de quando vi os bois caminhando lentamente até a estrada. A carga combinada consistia em nada menos que 18 barris e duas grandes caixas.

Por um lado, estávamos animados, porque era como um “Natal em agosto”, com bois, em vez de renas, trazendo coisas maravilhosas do Norte. Mas, por outro lado, havia algo terrivelmente perturbador nisso. Ficávamos dizendo a nós mesmos que “não precisamos de todas essas coisas. Por que as compramos mesmo?”.

“Cristãos podres de ricos”

Nossos vizinhos apareciam para ver o que os americanos estavam recebendo. Enquanto abríamos as caixas e barris do lado da casa, nossos vizinhos olhavam admirados. Quão rico e importante esse jovem casal deve ser para poder pagar cinco carroças cheias de coisas maravilhosas!

Durante quatro meses, minha esposa e eu construímos relacionamentos e procuramos nos identificar com a comunidade. Falar sobre nossa filhinha loira era um quebra-gelo natural para as novas conversas e um salto inicial para novos relacionamentos. Os vizinhos podiam ver que não éramos totalmente diferentes de outros jovens pais tentando educar uma criança, revolver os problemas quotidianos e atender às necessidades básicas.

Mas então, de repente, descobrimos ser o que alguns provavelmente suspeitavam que fôssemos o tempo todo – americanos podres de ricos que podiam encher sua casa com cada conforto e enfeite imaginável. Milhares de sermões não poderiam desfazer o estrago feito naquele dia. Teria sido melhor para o nosso ministério se o navio tivesse derrubado nossos barris e caixas no Oceano Índico.

Havíamos cometido nosso primeiro grande erro antes de zarparmos do porto de Nova York. Tínhamos ouvido os conselhos sobre todas as coisas de que precisaríamos para estarmos “devidamente equipados” para o campo missionário. Conforme o tempo passasse, ficaríamos mais plenamente conscientes das danosas consequências desse erro.

Meu propósito neste artigo é defender um estilo de vida mais simples da parte dos missionários ocidentais, e conscientizar a respeito dos efeitos negativos que um estilo de vida inapropriado pode ter no progresso do evangelho. Esse é um assunto delicado, e estou ciente de que generalizações podem ser injustas. Mas nós que levamos a evangelização mundial realmente a sério devemos estar dispostos a examinar honestamente essa área sensível.

Por estilo de vida, eu não estou apenas me referindo a coisas como fumo, uso de álcool ou comportamento sexual. Refiro-me ao modo como missionários usam o dinheiro, o tipo de residência que escolhem para si, os modelos de veículos que dirigem, e o tipo de entretenimento e lazer em que gastam seu dinheiro. Estilo de vida missionário envolve tudo sobre nós que o povo local observa.

Vinculados a pessoas ou a coisas?

Betty Sue Brewster e seu falecido marido, Tom, prestaram um grande serviço à comunidade missionária quando nos ajudaram a entender quão importante é para novos missionários vincularem-se aos nacionais o mais rápido possível após chegarem ao campo. Vínculos efetivos acarretam a necessidade de se tornar tanto bilíngue quanto bicultural. Isso significa sentir-se verdadeiramente “em casa” com pessoas de outra terra.

Quando novos missionários agarram-se a um estilo de vida importado do Ocidente, isso se torna uma séria barreira à criação de vínculos. Em um dos primeiros artigos dos Brewsters sobre este assunto, eles afirmaram que, depois de uma década trabalhando com missionários em quase 70 países, concluíram que “apenas uma pequena porcentagem desses missionários manifestaram os tipos de relacionamento com o povo local que demonstrariam que uma criação de vínculos ocorreu”. Os Brewsters continuaram, dizendo:

Felicidade é pertencer, e não pertences.

Todavia, o estilo de vida da maioria dos missionários ocidentais é um grande impedimento à criação de vínculos. É difícil dedicar tempo à busca de relacionamentos significativos com o povo local quando preocupado em receber barris de coisas pela alfândega, em desempacotá-las e acomodá-las. Essa sensação de pertencer aos seus pertences é um vínculo do pior tipo – servidão. Infelizmente, é uma servidão sutil, da qual é difícil livrar-se.

Sinto um golpe em minha consciência toda vez que leio aquelas linhas, porque servidão a pertences prejudicou o processo de construção de relacionamentos que minha esposa e eu procuramos estabelecer com nossos vizinhos no Sri Lanka. Como resultado de compras feitas meses antes, encontramo-nos cercados por pertences materiais. Nossos bens despertaram inveja nos nossos vizinhos, veicularam impressões erradas e dificultaram a criação de vínculos.

E os crocodilos?

Estilo de vida inclui atividades de tempo de lazer. Há não muito tempo, visitei um grupo de jovens missionários em um país africano. Fiquei impressionado com a habilidade deles de falar a língua local e com os contatos que haviam feito nos povoados em que viveram. Mas então eles me contaram a respeito do esqui aquático que fizeram no rio. O trabalho missionário deles demandava o uso de barcos e potentes motores de popa, e alguém na volta para casa enviou-lhes equipamento de esqui aquático. Aos sábados, os missionários aproveitavam para usar esse equipamento esquiando rio acima e abaixo, entre os locais de ministério deles.

Não é preciso muita imaginação para fazer um retrato mental de com o que isso deve se parecer em uma tarde ensolarada, com os motores de popa rugindo para cima e para baixo no rio, e fortes, robustos estrangeiros deslizando sobre as águas perto de africanos em canoas de madeira. “E os crocodilos?”, perguntei. A resposta, que não tenho certeza se foi séria, foi que eles contrataram aldeões para assustar os crocodilos para longe.

Por favor, não me entenda mal; eu amo e respeito aqueles jovens missionários. Comparados aos seus pares de volta para casa, eles estão sacrificando uma grande porção. Estão vivendo sob condições estressantes, e pelo seu domínio do dialeto local, eles demonstram ter uma alta motivação.

Mas em uma área de seu estilo de vida, eles não refletiram o bastante sobre a impressão que causam e os tipos de barreiras que erigem quando vestem seus coloridos trajes de banho, enchem os tanques de seus barcos com combustível caro, e se entretêm com esqui aquático de estilo americano à vista de aldeões africanos pobres. Missionários em cidades cometem erros similares quando seus estilos de vida tornam-se uma barreira à construção de relacionamento e identificação.

Jonathan J. Bonk, professor de missões na Faculdade Bíblica e Seminário Winnipeg, publicou um poderoso livro, em 1991, chamado Missões e Dinheiro (no original: Missions and Money: Affluence as a Western Missionary Problem).  Bonk examina as consequências da disparidade entre os padrões de vida dos missionários ocidentais e os nacionais entre os quais eles vivem e ministram.

Bonk conclui que, em troca dos confortos e seguranças que o estilo de vida deles proporciona, os missionários sacrificam uma grande medida de efetividade e credibilidade. Enquanto pretendem representar um Senhor que se tornou pobre por nossa causa, eles projetam a imagem de pessoas que amam muito o mundo. Bonk adverte que “a falha em combater os efeitos insidiosos da riqueza sobre seus esforços missionários irá assegurar a decadência contínua das igrejas ocidentais enquanto força do Reino”.

A riqueza relativa dos missionários ocidentais, Bonks aponta, afeta quase inevitavelmente os relacionamentos interpessoais em vários sentidos, cada um dos quais é a antítese de tudo o que Cristo exemplificou a seus seguidores. Os altos padrões de vida dos missionários ocidentais isolam-nos de várias das duras realidades expressas pelo povo ao qual eles ministram. Embora esse modo de vida possa ser mais suportável para os missionários, ele limita severamente a habilidade deles de compreender e comunicar-se com pessoas que não desfrutam dos mesmos privilégios.

A riqueza relativa os isola socialmente. Tal isolamento pode ser visto em algumas de suas piores formas em recintos de missão e áreas residenciais protegidas por cercas, guardas armados e sistemas de vigilância eletrônica. Visto que a fé bíblica é uma fé relacional, diz Bonk, não é apenas triste, mas pecaminoso, quando proteger bens pessoais e privilégios impede, distorce ou destrói relacionamentos estreitos entre missionários e pessoas comuns. Mas esse é quase inevitavelmente o preço da riqueza e do estilo de vida que a acompanha.

Um sério dilema

Na comunidade missionária ocidental enfrentamos um sério dilema. Ele está enraizado no fato de que, comparado à maioria do mundo, o Ocidente é rico e a cultura ocidental é profundamente materialista. Durante a década de 1980, a sociedade ocidental foi varrida de uma extremidade a outra pelo espírito de “consumismo”. Não apenas impregnou o mundo em geral, mas também capturou a comunidade eclesiástica. Com algumas nuances diferentes, a comunidade evangélica que é a base de suporte de missões, e de onde os missionários são recrutados, passaram a refletir os valores da cultura materialista.

A maioria dos líderes evangélicos há muito tempo se resignou às demandas e expectativas populares, e não desafiam mais a mentalidade consumista dos membros da igreja. Do mesmo modo, a maioria dos missionários enviados pelas igrejas ocidentais foi inculturada desde a infância a tomar como certo um alto nível de conforto físico e uma variedade de dispositivos para entreter e tornar a vida mais fácil. Ser privado de até mesmo alguns destes é considerado um grande sacrifício.

Qual é a mensagem implícita que os valores ocidentais materialistas traduzidos no estilo de vida missionário transmitem? Ou, para colocar a questão de forma pessoal e apontar o dedo para mim mesmo, que mensagem nossos 18 barris e duas caixas grandes comunicaram aos nossos vizinhos budistas e hindus? Que barreira invisível nossos bens erigiram? Isso teve algo a ver com o fato de que, nos anos seguintes, nenhum dos nossos convertidos veio de nossa vizinhança imediata, mas todos de lugares um pouco distantes?

Quando Jesus disse à multidão, “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12:15), ele emitiu um aviso e fez uma pergunta básica. Foi a questão de qual deve ser nossa relação com os bens materiais. Jesus estava dizendo que bens materiais nunca devem se tornar as maiores preocupações na vida de seus discípulos. Eles nunca devem interferir no testemunho cristão.

Quando cristãos cujas necessidades básicas foram satisfeitas continuam a acumular bens e aumentar seu conforto físico e diversão à vista de pessoas que estão sofrendo e em dificuldades, eles estão fazendo uma declaração. Eles estão comunicando uma mensagem sobre seus valores, prioridades e as profundas afeições de seus corações. E essa mensagem contradiz o evangelho.

Missionários não ocidentais são mais “eficientes”?

Até agora, abordei a questão da efetividade missionária, e afirmei que um estilo de vida abastado pode prejudicar nossa habilidade de criar vínculos, identificar-nos e comunicar nossa mensagem. Relacionada a isso está a questão da “eficiência”, que significa o custo financeiro para alcançar os resultados esperados. A estratégia de missão mais eficiente é aquela que alcança os objetivos esperados com o menor custo.

Quando consideramos por um lado as bilhões de pessoas que precisam ser evangelizadas e discipuladas, e, por outro lado, o alto custo do estilo ocidental de missões e a crescente limitação de recursos missionários, não podemos evitar concluir que meios menos onerosos devem ser encontrados para alcançar o mundo com o evangelho.

Isto leva a uma questão ainda mais sensível: é uma boa mordomia continuar enviando milhares de missionários ocidentais de alto custo, quando missionários vindos da Ásia, África e Latino América podem ser sustentados por muito menos dinheiro, podem identificar-se mais de perto com o povo e alcançar os mesmos ou melhores resultados?

Com a crescente escalada dos custos de missão e com o suporte financeiro tornando-se difícil, mais e mais pessoas irão levantar essa questão. Tenho a sensação de que essa pode se tornar a questão da década para as missões ocidentais.

Em um livro publicado em 1991, pela Creation House, sob o título Por que o mundo espera: expondo a realidade das missões modernas (no original: Why the World Waits: Exposing the Reality of Modern Missions), o autor K. P. Yohannan ataca a questão da eficiência dos tradicionais missionários ocidentais. Yohannan é o presidente e fundador de uma organização missionária indiana chamada Evangelho para a Ásia (Gospel for Asia), e ele argumenta que se nós realmente quisermos evangelizar o mundo o mais rapidamente possível, e com o melhor uso do dinheiro, as organizações missionárias deveriam passar a apoiar nacionais.

Para os apoiadores tradicionais de missões, o livro de Yohannan é perturbador e provocativo. Ele insiste em que calculemos o quanto custa um único missionário ocidental para começar uma igreja, comparado ao custo de apoiar um missionário nacional na realização do mesmo trabalho. Ele examina o valor de pagamento de nossas conferências missionárias, retiros e consultas, e então chama a atenção para a questão da mordomia. É um uso responsável do dinheiro, ele questiona, continuar enviando ocidentais quando nacionais podem fazer isso mais barato, e talvez melhor, porque o estilo de vida deles é o mesmo do povo?

Minha esposa e eu avaliamos essa questão cuidadosamente enquanto pensamos em duas de nossas filhas que servem com seus maridos em países estrangeiros. Uma é casada com um norte americano, e juntos eles servem há nove anos na República Dominicana com nossa agência missionária denominacional. O seu pacote de suporte anual tem um excedente de $35000. A outra filha é casada com um latino americano que serve como plantador de igrejas com uma igreja mexicana. Em virtude de seus dons, treinamento prático e grande empenho, ele começou três igrejas nos últimos 12 anos, e durante todo esse tempo, sustentou sua família trabalhando em uma fábrica.

Eu considero ambos os meus genros missionários efetivos. O estilo de vida deles é modesto e apropriado às culturas nas quais trabalham. Ao mesmo tempo, reconheço que há uma enorme diferença entre eles, tal qual o apoio econômico de que necessitam. Quando reflito sobre os milhares de evangelistas plantadores de igrejas necessários ao redor do mundo, e quando considero o quanto iria custar se a maioria deles tivesse que ser sustentada com $35000 por ano, fica bem claro para mim qual direção precisamos tomar na evangelização mundial.

A pergunta de Yohannan precisa ser respondida. Aonde quer que os missionários ocidentais vão, eles precisam estar cada vez mais sensíveis às questões relativas ao estilo de vida e devem escrupulosamente evitar tudo que aliene os nacionais, ou deixe impressões erradas. Uma vez que os missionários aprendem pela experiência o que significa desenvolver uma igreja na cultura local, eles devem deve priorizar a equipagem e posicionamento de nacionais.

Missionários ocidentais, onerosos como podem ser, continuam muito necessários em pelo menos duas áreas: onde o evangelho ainda não penetrou e onde nenhum trabalhador não ocidental está disponível; e onde missionários, em virtude de seu treinamento e esforços de tempo integral, podem multiplicar e equipar evangelistas locais, professores e desenvolvedores de igrejas. É isso que meu genro e seus colegas fazem na República Dominicana, e isso justifica completamente a presença deles.

O décimo primeiro princípio de William Carey

Já que este ano* é o bicentenário do chamado movimento missionário moderno, será útil refletir sobre as atitudes e princípios que guiaram o fundador do movimento William Carey. Por amor à evangelização dos milhões de perdidos da Índia, Carey estava disposto a arriscar tudo. Ele viveu e morreu em relativa pobreza, embora pudesse ter ficado rico em uma associação com a Companhia das Índias Orientais. Ele enfrentou crise após crise dentro de sua família, o desprezo do sistema religioso em casa e a falta periódica de sustento. As barreiras que Carey enfrentou naquela época só podem ser comparadas àquelas que cristãos enfrentam hoje em países ferozmente anticristãos.

Carey elaborou 11 princípios para a realização do trabalho missionário, que ficaram conhecidos como Pacto de Serampore. Carey exigia que todos em sua equipe afirmassem publicamente seu comprometimento com esse pacto três vezes por ano. O objetivo era definir o tom para todo o trabalho que seguiu a iniciativa de Carey.

Carey não tinha missionários mais experientes para o mentorear, apenas a Bíblia e o exemplo de Jesus e dos apóstolos para estruturar seu pensamento. Apesar disso, ele compreendeu os fundamentos da vocação missionária e o estilo de vida encarnacional que sempre marca os grandes servos de Deus. O décimo primeiro e último dos princípios de Carey tem a seguinte redação:

Demo-nos a nós mesmos sem reservas a essa causa gloriosa. Nunca pensemos que nosso tempo, nossos dons, nossas famílias, ou mesmo as roupas que usamos, são nossos. Santifiquemo-nos para a Sua obra! Para sempre rejeitemos a ideia de depositar um dote (pé-de-meia ou patrimônio financeiro) para nós mesmos ou nossos filhos…um espírito mundano, contendas, e toda obra maligna terá êxito no momento em que se admitir que cada irmão possa fazer algo por conta própria. Ai daquele homem que fizer o menor movimento em direção a tal medida. Observemo-nos constantemente contra toda indulgência. Em vez disso, suportemos as dificuldades como bons soldados de Jesus Cristo, e esforcemo-nos para aprender a estar contentes em qualquer situação.

É demais imaginar que, nessa era materialista, uma nova geração de missionários se levantará do Oriente e Ocidente, Norte e Sul, para a qual o ideal de imitar a Cristo em identificação com o estilo de vida do povo, e em firme busca de missão, será novamente a poderosa, transformadora ambição que foi para William Carey?

* texto publicado em 1992
Por: Roger S. Greenway
Tradução: Jéssica Gusmão
Copyright © 1992 Evangelism and Missions Information Service.
This article originally appeared in the April, 1992 issue of EMQ.

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