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Como nasceu um mobilizador de fazedores de tendas

Num mês de novembro, a vinte anos atrás, um ex-fazedor de tendas muito hesitante foi convidado a falar num evento de missões em Kangasala, na Finlândia. Com alguns retroprojetores na mala, ele pegou um carro emprestado e tomou as estradas cobertas de neve em pleno outono nórdico.

Convenção de Missionários Aposentados

Enquanto entrava no estacionamento do evento, ele viu uma faixa enorme que dizia Convenção dos Missionários Aposentados. “Só pode ser uma piada”, pensou. Essas pessoas eram missionários tradicionais até a alma e um cara novato estava prestes a fazer uma apresentação sobre como usar a própria profissão para fazer missões, sem ter de levantar sustento ou fazer treinamento missionário antes de ir. “Eles vão me trucidar!”, pensou ele.

Cerca de 80 lendas missionárias e figuras expressivas estavam reunidas ali naquela noite e observavam atentamente o jovem que subia até o palanque com seus retroprojetores. Quando ele se virou para a plateia, parecia que nenhum rosto tinha uma expressão acolhedora. A pressão só aumentava. Por um segundo,ele pensou que tinha sido até crueldade dos organizadores o terem chamado. Se isso era uma pegadinha, era uma de muito mau gosto.

Embora ele pudesse conversar em Finlandês numa mesa de café com amigos,fazer uma apresentação inteira para um grande grupo era, de fato, um desafio. Durante a viagem de ida, ele conseguiu praticar algumas das palavras mais complicadas na língua. Um dos países que seriam mencionados na palestra era os Emirados Árabes Unidos (EAU), que, em Finlandês, era um desafio por si só: Yhdistyneet Arabiemiraatit. À medida que ele tentava falar os nomes dos locais onde existiam oportunidades para fazedores de tendas, ficou claro que ele não conseguiria dizer EAU. Em pânico,ele acabou dizendo Dubai, que saia muito mais fácil da boca dele.

O Mobilizador

Após a apresentação, foram colocados microfones para que as figuras missionárias de destaque pudessem dar conselhos a este jovem mobilizador demissões. Para a surpresa do palestrante, ele ouviu apenas palavras de incentivo, muitas delas orientações de muito valor que teriam um grande impacto em seu ministério nos próximos vinte anos. Um conselho marcante que recebeu de uma senhora missionária reverbera até hoje: “Onde quer que você esteja falando sobre fazedores de tendas como forma de missões, comece pela Bíblia, usando Atos 18:3”.

Ao final daquela sessão, havia um tempo para um cafezinho e uma jovem pediu para conversar com o palestrante. Ela lhe contou sobre sua saga para se tornar uma fazedora de tendas que já durava 17 anos. Disse ainda como era difícil para uma mulher solteira entrar no mundo árabe. No trajeto para lá, ela havia falado a Deus que entenderia que o evento era um sinal para ela abandonar a ideia de ser fazedora de tendas, a não ser que o apresentador dissesse a palavra Dubai.

O Resultado

Anos antes, numa visão, aquela moça havia visto um homem em vestes brancas num país Árabe; ela compreendeu que seu chamado era para aquela região. Naquela noite, o apresentador tropeçou tanto nas palavras que ele acabou dizendo Dubai não apenas uma, mas seis vezes. Cada vez que ela ouvia esse nome,era como se Deus estivesse martelando na sua cabeça, dizendo: “É pra lá que estou te enviando”. No ano seguinte, aquela moça se encontrava no país para o qual havia sido chamada como fazedora de tendas.

Desde aquele início hesitante e durante sua carreira de 20 anos como mobilizador de fazedores de tendas, ele já testemunhou centenas senão milhares de pessoas que foram para regiões não alcançadas onde o nome de Jesus ainda não é conhecido. As coisas que ele vivenciou e as histórias das pessoas que passaram por sua vida poderiam encher um livro inteiro.

“A tarefa de mobilização para missões é mais crucial do que a atividade missionária no campo.

Não é muito melhor despertar cem bombeiros que estão dormindo do que tentar apagar o incêndio com seu baldinho de água?”

Dr. Ralph D. Winter

Missiólogo

Autor Ari Rocklin
Tradução: Ludhiana Sales e Silva

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