O cristão, o trabalho e a missão

É véspera de feriado estadual e me encontro nesse exato momento aguardando um voo no aeroporto de Congonhas. Quanta movimentação! Pessoas indo e vindo para todos os lugares do Brasil, muitas delas, aproveitando a ocasião para visitar a família que mora longe ou curtir um tempo livre em meio aos dias difíceis nos seus empregos. Estou em uma cafeteria e na mesa à minha frente está um homem que eu vi trabalhar durante toda minha vida: Liminha, famoso assistente de Sílvio Santos. Este último, também conhecido como exemplo de superação de vida através do seu trabalho. Leia mais

Porque Paulo trabalhou tanto, quando havia um Mundo a ganhar?

Ele sabia que suas horas no local de trabalho iriam acelerar a sua missão. Três principais razões bíblicas de Paulo estão em 1 Coríntios – 9 e 2 Tessalonicenses – 3.

  1. O trabalho dá credibilidade a Paulo e à sua mensagem. Ele prega o Evangelho incansavelmente, sob severa perseguição, e para nenhum ganho financeiro, convence até mesmo os inimigos de que ele é sincero e que sua mensagem é verdadeira.
  2. O trabalho ajuda a identificação de Paulo com as classes trabalhadoras, que compõem a maior parte do Império Romano. Só eles podem levar o Evangelho para suas aldeias de língua não-grega nos locais mais remotos. Consequentemente, regiões inteiras foram rapidamente ganhas!
  3. O trabalho mostra Paulo como exemplo para os convertidos: o discipulado; o viver piedoso em uma sociedade idólatra imoral; uma ética bíblica no trabalho, essencial para famílias e igrejas fortes, e um evangelismo leigo não remunerado, para o crescimento exponencial da igreja!

Todos os convertidos precisam difundir o Evangelho! Fazer Tendas era um princípio inegociável na estratégia de Paulo. Inicialmente, as igrejas de Paulo nunca viram um trabalhador, religioso, profissional pago. Evangelismo leigo e não pago era o padão na igreja primitiva. É assim que Paulo podia dizer que ele havia pregado o evangelho por toda a metade oriental de língua grega do Mediterrâneo para que ele não tivesse  mais nenhuma sala para entrar nessas regiões. Ele plantou igrejas de auto-propagação,  auto-multiplicativas, que foram penetrando toda a região com o evangelho.

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Por que trabalhar se você pode obter o apoio de doadores?

Algumas razões bem práticas:

1) Pessoal. Nunca teremos missionários regulares em quantidade suficiente – um casal precisa, em média, de 2 1/2 a 3 anos para levantar apoio!

2) Custo. Os orçamentos de Missões devem crescer com o aumento dos custos de vida, mas Fazedores de Tendas podem trabalhar com pouca ou nenhuma despesa para as igrejas.

3) Países fechados. Por volta de 8O% das pessoas vivem sob governos que restringem os missionários, mas buscam especialização profissional.

4) Países abertos. Muitas pessoas são alcançadas de forma mais fácil por colegas de trabalho que entendem seu meio, a sua mentalidade e seu diálogo. (O Japão é apenas um por cento evangelizados e a Europa Ocidental é tão carente quanto a antiga União Soviética.)

5) O crescimento do mercado de trabalho global é a provisão de Deus para a evangelização do mundo!

Mas, mais importante do que razões práticas, são as razões bíblicas de Paulo para fazer tendas. 

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É obrigatório evangelizar no trabalho?

Passar o tempo com não-crentes implica responsabilidade espiritual. O silêncio nunca é uma opção. O nosso próprio trabalho secular glorifica a Deus, mas não é nenhum substituto para compartilhar as Boas-novas do evangelho. Evitar o testemunho no trabalho (para minimizar um possível risco), com o intuito de evangelizar em outro lugar, não é uma boa ideia. O evangelismo como estilo de vida não pode ser ligado e desligado.

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